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San Francisco, Yosemite, Las Vegas, Death Valley, Route66, Flagstaff, Grand Canyon, Phoenix and the Upper Salt River, Los Angeles and Hollywood.
O voo que nunca existiu
Saí de Sydney no dia 1 de Abril cerca da 1 da tarde. Para trás ficava um país extraordinário. Cheguei a San Francisco nos Estados Unidos dia 1 de Abril cerca das 3 da tarde. Para trás ficavam horas e horas de voo, um voo que nunca existiu.
O dia que que vos falava no início desta viagem, o dia que o Júlio Verne nos avisou já à tanto tempo, resumiu-se a uma imensidão de tempo num avião repleto de gente a caminho ou de regresso, companheiros na inexistência sobre um mar que mal conheço.
E assim, quando cheguei aos Estados Unidos, terreno que me é mais familiar, chegava com um dia a mais, mas um dia que nunca existiu.
Se até Sydney acordava primeiro que todos voçês, vivia os dias antes de eles nascerem sobre o Tejo, agora os mesmos dias chegam-me depois, horas e horas depois, ainda com o vosso sabor, com o que sobra da vossa luz, puxando-me para casa que está agora muito mais perto.
Aquelas horas anónimas sobre o pacífico são só minhas, porque a maioria dos outros passageiros mais cedo ou mais tarde voam de volta e realinham o seu Tempo. Mas eu, se insistirem e me obrigarem a devolver essas horas ao calendário, a anular esses agora deliciosos momentos de inexistência, vou ter que dar outra volta ao mundo mas em sentido inverso.
Confesso que não é uma ideia que me aborreça.
O Copo de Água
Estou na fila de um Fast Food à espera de receber o meu almoço quando um homeless, negro e enorme, surge e pede à empregada no balcão um copo de água. Ela explica-lhe que um copo de água custa um quarter (25 cêntimos). O homem fica desconfortável, não sabe se o paga ou não e eu ponho a moeda na mesa e digo à mulher para servir a água.
Algures neste caminho apercebi-me da nossa obrigação de nunca recusar água ou comida a quem seja. Nem uma nem outra são verdadeiramente nossas. Nada de mais. Nesta volta ao mundo ainda não estive em nenhum país onde alguém não me tenha oferecido de comer, de beber e até onde dormir. Para além de sorrisos e amizade, já me ofereceram trabalho, companhia e amor.
Por isso, quando coloquei a moeda no balcão foi por instinto. Uma devolução. Não foi mais do que isso, um facto que só por si nem merece ser lembrado. Escrevo esta crónica apenas porque me marcou a cara de espanto tanto da empregada como do negro que bebeu a água de um trago e pediu outro copo. Desta vez, a mulher não cobrou os 25 cêntimos.
Minutos depois, a mesma empregada chamou-me atenta quando a minha comida estava pronta. Eu apenas levantei a comida segui caminho, fazendo da normalidade e do silêncio a minha afirmação. Na verdade, como o negro, ela não têm a culpa que alguém naquela empresa de hambúrgueres não perceba nada do essencial no mundo.
Um Hobbie
Gosto de fazer perguntas difíceis a pessoas que não conheço de lado nenhum. Perguntas difíceis para elas que não me conhecem, mas sobretudo perguntas difíceis para mim, intimas e pessoais, para as quais não tenho ainda resposta e que ponho assim à consideração de um total desconhecido.
É uma espécie de Hobbie. Um Jogo. O factor crítico é ser alguém que desconheço em absoluto e que vou permanecer a desconhecer. Convém ser alguém que nunca vimos na vida e que nunca vamos voltar a ver. As perguntas podem ser o que se quiser, mas quanto mais honestas e profundamente pessoais , mais produtiva pode ser a experiência.
São coisas que normalmente não se perguntam, áreas tão frágeis de nós próprios que nem sequer discutimos com todos os nossos amigos, mesmo os mais próximos. Mas a estes estranhos coloco-as e observo indiferente se têm ou não algo para me dizer.
Embora pareça um jogo absurdo, na verdade é fascinante. Na minha experiência, muitas vezes as pessoas que interpelo, tendo também consciência da irrelevância e inconsequência pragmática do encontro e da pergunta, acabam por responder de forma absolutamente honesta e pessoal. Respondem-me consistentemente o melhor que podem.
O contexto tem que ser adequado, normalmente não começo uma conversa com esse intuito, mas se me vejo numa conversa ocasional com alguém que me dá um bom feeling e que preenche os requisitos, avanço para este vício e assisto de seguida ao desenrolar da conversa. Quase todos até hoje me deram o melhor de si.
A única regra que temos de ter presente é manter alguma distância. As respostas que recebemos podem não valer nada, os nossos interlocutores podem não ter insigth suficiente para que a conversa ganhe profundidade ou optarem por embarcar em deambulações sobre a sua vida e problemas que devemos gerir com tacto. Nunca se sabe o que vem… e por isso devemos agir com inteligência.
Ao contrario das pessoas que já conhecemos, dos nossos amigos, em que podemos racionalmente escolher a quem vamos pedir conselho, aqui nada sabemos e a escolha pode estar absolutamente errada. Na verdade, não é tanto as respostas que eu procuro com as minhas perguntas, mas novas perspectivas, às vezes pequenas nuances que são extremamente enriquecedoras, que ficam connosco e talvez nos ajudem a chegar mais longe noutra conversa, noutro assunto, sobretudo com outro interlocutor.
As pessoas que abordei até hoje neste jogo, recorrem muitas vezes à sua experiência pessoal e aos seus valores, que por se sentirem seguros pelo seu próprio anonimato interpreto como sendo bastante honestos. Foi exactamente isso que aconteceu num bar na esquina entre Columbus e Broadway em San Francisco, um bar minúsculo em que tocam quase todas as noites alguns músicos locais. Não há melhor ambiente para ter uma conversa inconsequente.
Conheci Dan sentado ao meu lado a jantar na barra do bar. Depois de dois dedos de conversa sobre os músicos e sobre San Francisco dei comigo a discutir-me com ele. Tive sorte. Primeiro recebi mensagens estereotipadas com que o famoso e televisivo Dr.Phil contamina o Senso comum americano. Mas Dan é um homem inteligente, gestor de Marketing de uma empresa de vinhos da Califórnia, e aceitou a minha segunda leva de perguntas que o obrigavam a deixar lugares mais fáceis. Embarcamos por isso numa conversa de algumas horas sobre os mais variados temas que evoluíram do pragmático para o abstracto, encadeando assuntos diversos e os mais variados temas em nós próprios.
Até que a conversa chegou ao fim. Há um vazio que acompanha o fim de todas as conversas exploradas sem limite de tempo. Um vazio que nasce quando chegamos ao ponto em que os argumentos já são demasiado emocionais, baseados em experiências incomunicáveis e portanto impossíveis de serem discutidas de forma intelectualmente honesta. Nesse ponto, em que só uma discussão construtiva e consequente chega, só nos resta parar. Podemos tentar regressar atrás, pegar em algo que se disse antes e seguir um novo caminho e ver onde chegamos. Uns desses caminhos dão mais alguns momentos de conversa, muitos terminam rapidamente lembrando-nos porque os abandonamos logo de início.
Despedi-me de Dan sem emails ou telefones. A conversa tinha sido construída com base no anonimato, demasiado profunda e pessoal e até eu, que me mantenho muitas vezes como mero espectador de mim próprio neste jogo, me senti desconfortável com a Ideia de deixarmos de ser anónimos. Havia algo de elegante e de esperança em permanecer Dan como um estranho, porque assim desconhecido ele é uma prova anónima que podemos descobrir imenso sobre nós próprios com um tipo que se senta de passagem ao nosso lado.
Coincidência ou não, mas contributo irredutível para a irrealidade, mais à frente na rua um mendigo sentado no chão ostentava um cartão onde dizia: “Why Lie ?! I need a Beer.”
Dei-lhe os trocos que sobravam do Jantar. A honestidade absoluta é um aliado bastante difícil.
Um momento James Bond
Não sei se aos trinta anos já posso tomar propriedade da expressão “ a vida ensinou-me”. Penso que pelo menos não o posso fazer muitas vezes… mas acredito que me vão perdoar se o fizer nesta crónica.
A vida ensinou-me (já está) que não nos devemos limitar a nós próprios, nem aos outros, nem ao que esperar de bom e de mau desses outros. Além de nós próprios e dos outros não devemos também limitar-nos no que esperar de uma máquina, seja ela fotográfica ou um desportivo descapotável. A isto somo que acredito que muitas vezes para alcançar um objectivo temos que seguir caminho com o que temos, por pouco ou inapropriado que seja.
Para alugar um carro nos Estados Unidos o melhor é fazê-lo online e com alguma antecedência. Alugar apenas à chegada do aeroporto pode sair estupidamente caro e por isso, ainda estava na Austrália quando naveguei pelos rent-a-car de San Francisco.
Depois de demasiadas Pamelas Anderson a correr nas praias da Califórnia durante a minha adolescência, pensando que se o amor bate à porta de uma roulotte (crónicas da Austrália) também pode tropeçar na minha mochila em Hollywood, dei comigo a alugar um descapotável vermelho, um Pontiac novinho em folha com apenas dois lugares: um para mim e outro para o Gin.
Quando o fui levantar ao Aeroporto de San Francisco até perdi a respiração e nem as extenuantes tentativas da mulher do rent-a-car, talvez assustada, em me fazer mudar para um ordinário chevy de 4 lugares com espaço de bagagem suficiente para a minha mochila me convenceu.
Durante quase uma hora entretive-me a imaginar como pôr a bagagem no Pontiac. E depois de descobrir que o portátil podia ir debaixo do banco, que o porta-luvas dava para as cuecas e as meias e que a roupa em rolinhos cabia nas folgas da capota, escolhi uma estação de rádio com música clássica para me dar um ar intelectual e europeu e acelerei á descoberta da Califórnia.
Não encontrei a Pamela Anderson. Ainda bem. Por muito que vendam a silicone para isolar frinchas e janelas acreditem-me que a miúda ia passar frio. É que logo no dia seguinte caíu um nevão.
Normalmente isso teria-me obrigado a fechar a capota, o que seria uma trabalheira pois implicava voltar a tirar os rolinhos de roupa e etc e etc. Mas quando acordei não estava a nevar, o carro tinha aquecimento e o polar estava à mão. Limitei-me por isso a pôr a música clássica um pouco mais alta e a adoptar a mesma atitude que vos expliquei aquando da festa no Sheraton em Sydney: “ olha-me estes Palhaços a virem passear para a neve de Jipasso com tracção às 4 ! ”
Claro que conduzir um descapotável vistoso implica alguns cuidados. Como aqui também é possível negociar o preço dos quartos nos motéis convém estacionar na esquina antes e aparecer como quem acabou de sair do autocarro. Depois de pago o quarto, aí sim, pergunta-se pelo estacionamento e depois… nada de perder a compostura quando se conduz o bólide debaixo do nariz do recepcionista caridoso.
Quando chegamos a Las Vegas sentimos-nos mais integrados e até podemos comentar com alguma amiga de ocasião mais incrédula apontado o carro pendurado no tecto casino que temos um igualzinho lá em baixo. Na Route 66 percebemos que não há mesmo outra maneira de viajar na América e no Grand Canyon as criancinhas fascinadas nem se importam se por causa de gelo derrapamos da estrada e lhes esmagamos os bonecos de neve.
Na verdade a Pamela ajudou-me a tomar uma das melhores decisões desta volta ao mundo. Até que…, no Death Valley, me decidi a fazer o Tucson Canyon no Pontiac. O Death Valley fica no deserto do Nevada, encostado à Califórnia e é lugar de uma paisagem imensa e vazia que lhe deu o nome. No vale estamos abaixo do nível do mar e um deserto de sal cobre a sua profundidade. Uma das formas de lá chegar é pelo Tucson Canyon, um trilho de terra batida para todo-o-terreno que, por ser estreito e subir e descer a montanha contornando imensos precipícios, é de sentido único.
Há vários sinais a exigir tracção às 4 para entrar neste caminho e foi por isso que indeciso parei o descapotável. O sentido único e largura do caminho impossibilitava-me depois de partir poder retornar na minha decisão.
Pensei…pensei e decidi não pensar mais. Aquele era o carro que tinha e viera até aqui para conhecer o Canyon. Simplesmente tinha que dar. Não, desta vez nada de música. Concentração máxima para não derrapar da estrada para o vazio nem arranhar demasiado o motor nos pedregulhos que semeiam o caminho. Confesso que adorei o desafio. Os 4X4 paravam para saber quem eu era e houve até quem fotografa-se o acontecimento. Sem Telma ou Louise para chatear-me o juízo, aquele não deixou de ser o meu melhor road movie de sempre. Há algo de extremamente divertido em descer de um Canyon abaixo num descapotável vermelho que emerge por mais de uma vez miraculosamente da poeira. Vou mais longe na minha confissão: foi um momento James Bond.
O meu último momento James Bond foi à meses no Lake Resort no Algarve, quando fui nadar antes do pequeno almoço e de mais uma reunião de trabalho e o empregado do Hotel apareceu miraculosamente com um Gin Tónico. Já tinha saudades destes momentos.
Quando finalmente cheguei ao fundo do vale, onde os conformados aos Chevys de 4 lugares me olhavam estupefactos, fui inundado de perguntas. Respondi educada e superficialmente, divertido com o mistério e que lhes navegava nas faces. Não dava para explicar-lhes que a beleza dos lugares inacessíveis e o prazer de viver não se resumem em poucas palavras. Liguei a música clássica e acelerei para o deserto com tudo o que a Vida já me ensinou.
As Saudades e o seu País
De todos os sentimentos que há no mundo logo nos havia de calhar a Saudade. A Saudade pode ser um bom sinal, um sinal de que para tráz ficou algo de bom. Mas, a mesma Saudade, pode ser apenas uma sobrecarga imobilizante a um presente já de si lixado.
Sentimentos como a Coragem, a Alegria, a Determinação, o Calor ou a Energia podiam ter sido os escolhidos. Mas não. Convinha à propaganda salazarista comercializar um slogan que nos coloca-se orgulhosamente de costas para o Futuro, convictos de que a Santa desceu do OVNI com a mensagem mais eleitoralista de todos os tempos (cuidado com os comunistas) e que o fez por sermos mais especiais que os outros, tão especiais que ninguém se questionou quando um homem que nunca mudava de sapatos marchou uma geração de portugueses e africanos para a morte, ninguém, ou muito poucos, se questionaram se aquela era a melhor maneira de manter os nossos interesses em Africa.
Esse senhor que não mudava de sapatos, ao recusar evoluir com a história, destruiu em poucos anos o que restava de um Império que tanto louvava com o mesmo comportamento de impotente com que escrevia cartas a jornalistas francesas de ocasião e na verdade os únicos afectos que se lhe conhecem são os que oferecia à neta da Governanta que se empenhava, depois de engraxar os mesmos sapatos, numa horta governamentalmente poupadinha (talvez para reduzir o défice).
De Portugal neste 25 de Abril e 1ª de Maio chegam-me notícias tristes. Pareceu-me que o Ditador vai ter direito a uma praça na terra onde nasceu. Sem querer sair da Europa, não sei quantos praças a Alemanha dedicou a Hitler, a Itália a Mussolini ou a Espanha a Franco, mas continua a tristemente divertir-me aqueles que acreditam que o nosso Ditador era “melhorzinho”, que alguém pode manter um sistema totalitário durante décadas sem cometer crimes contra a humanidade, contra o seu próprio povo, contra todos nós. Ainda há quem acredite que, talvez por ir a missa, o homem manteve o poder por obra do Espírito Santo.
Mas não é só nesse ponto que nos continuamos a sentir especiais. Pelo que vejo nas notícias continuamos a ignorar a colossal dimensão do que o que se está a passar economicamente no Mundo (e vai piorar) superando tudo o que já conhecemos. Não, o comportamento de tudo e todos é um comportamento pateta e egoísta de quem se aproveita do geral desconhecimento da população das implicações reais e individuais do que passa nas notícias. Em vez de sinais de unidade nacional, de medidas de preparação por parte dos partidos, empresas, sindicatos e comunidades para um dos momentos mais difíceis da nossa história recente, o que me chega é um desmesurado populismo, um festim sem talheres por mais fatias de poder.
Perguntam-me muitas vezes se tenho saudades de Portugal. Quando leio as notícias, não tenho mesmo nenhumas.
Between sharp rocks and furious waters
The expression “God Bless America” is not an uncommon one. It didn’t took me much to understand that He does.
America offered us all a new meaningful personal life, a life only achieved when fragile values as Democracy and Freedom of Speech exists. These values, imported by Napoleon to an Europe secluded in monarchies and religious fundamentalism, are values that we Portuguese strive to implement since 1974 and that most of the non-western world seems unable to understand the wellness and prosperity that are inherent to them.
This fact in itself was enough for me to include America on my trip around the world. I had just arrived in San Francisco when I received an invitation to challenge one of the biggest rivers and deserts of America in an private expedition. This unexpected adventure would end up to make America one of the most amazing experiences of my trip.
Some months ago I was travelling in India and I met Ralph. Ralph is an established lawyer in Boston that, whenever its possible, escapes to a new adventure anywhere in the World.
Ralph and I became friends and we kept in contact. When he found out I was in his country, he immediately invited me to join him and his friends on a Salt River Expedition. I changed my travelling plans and bought a plane ticket to Phoenix. A few days later I was surrounded by “strangers” on a huge loaded chevy truck driving to the upper Salt River. With me I had only a few clothes, my camera and borrowed gear.
The Salt River is formed in eastern Arizona by the confluence of the White and Black rivers. It crosses several Apache Indians Reservations, flowing northwest on the Salt River Canyon ending near the Superstition Mountains were it supplies several consecutive reservoirs.
I could spend a few paragraphs describing the landscape… but I won’t. It’s not fair to reduce it to words and even pictures do not replace the silent learning that derives of being emerged in such unique reality, conducted by a temper river that will unpredictable change from a tender refreshing current to mazes made of furious white waters and sharp rocks.
Instead, I will share with you a not less striking experience: the way ten men, from all ages and all over the country, from different backgrounds and occupations, worked their way down the river together. The amazingness of the experience was not only the silent limitless of the desert or the transparent strength of the Salt River. Most of all, it was the opportunity to integrate a team of genuine Americans and understand how they deal with the life threatening challenges that our expedition required.
Authority existed but was based only on knowledge and even then, decisions were openly discussed. There were no appointed missions, but no task remained undone or even waited too long to be completed. Conversations were open about any issues, many times converted into arguments, but these arguments never became personal. Instead, they seemed to reinforce friendships.
Everyone was taking care of each other needs and safety. From the first moment, without knowing me from anywhere besides being invited by Ralph, I was integrated as one of them. Everyone was willing to teach me, to share with me, to listen and to answer me. Everyone was willing to give me a chance, putting in my inexperienced hands a fair part of the responsibility of driving our heavy boats down rapids and waterfalls. By the end of our expedition I had understood how to read the river currents, several aspects of doing a river campsite and how to paddle and row downriver without damaging the boat too much.
Also amazing was how serious danger did not smash the prevalent fun and humor . “Danger” was simply reduced to tasks to be done with technique, intelligence and strength.
Almost too soon, the week was over and we arrived to the end point of our adventure. The next day I was leaving Phoenix and my friend Ralph on a bus to Los Angeles.
While I was waiting for my bus I had glance at the local newspapers. It took only a second to be once again “bombed” with the negative recession facts that is hitting America, Portugal, and all the world. This time though, I could read them with a new optimism. I can finally understand why their President believes they Can overcome it: we all tend to forget that the true strength of a country is not only its people but mostly the values that they live upon.
Going down the Salt River I experienced some of those values that are the true strength of America. Between sharp rocks and furious waters I learned that God already did bless this country.
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